segunda-feira, 21 de março de 2011

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Vênus.


Não falo do amor romântico,
Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
E pensam que o amor é alguma coisa
Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,
Antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta? O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
O amor será sempre o desconhecido,
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado,
Quer ser transformado a cada instante.

A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
Decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.

O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio
Porque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo.

O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
Me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
Ou melhor, só se vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto

Paulinho Moska.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

-As vezes eu quero muito e não tenho.
-Será que querem de menos?
-E eu sempre quero mais...?
-Querer.

terça-feira, 9 de novembro de 2010



Há no íntimo de nosso coração uma lei que rege a ordem pessoal, a trazemos conosco e é preciso obedecê-la, pois, se respeitada, garante a ordem cósmica. Quando a Lei é protegida, ela protege, quando se tenta destruí-la, ela nos destrói. Nessa singular e por vezes feroz reciprocidade entre o único e o múltiplo, entre a individualidade e a comunidade, se encontra o cerne da dinâmica desse mistério, que por falta de nome melhor chamamos destino.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

domingo, 31 de outubro de 2010

Hoje.

‎'Poucos sentimentos
Creem-se atentos
A todo coração

A dor machuca
E nos escuta
Aberta de emoção

E muito sabe
Ao que nos cabe
Por ser também paixão...'

sábado, 16 de outubro de 2010

És



O amor é belo

Acolhedor e bom

O amor que consome, o amor que dissipa

Amor é uma sede que nunca tem fim

O amor é belo

Eu acho.


Diogo C.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

"Eu só queria distância da nossa distância...."
Ana Carolina.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

"Dos meus lábios aos teus meu pecado foi perdoado..."

Shakespeare

Despertar



De novo, pare para pensar....
Como as coisas podem te despertar...
A música te desperta para uma dança
um laço, um sentimento, uma água.
Um sorriso te desperta para outro
uma felicidade para um momento
que dá vontade de mais...e mais vontades.
Uma pessoa te desperta para tantas coisas...
Tenho me despertado.
Pratique!

Diogo C.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sou como você me vê,
posso ser leve como uma brisa,
ou forte como uma ventania,
depende de quando,
e como você me vê passar

Clarice Lispector

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Meu olho arde pra chorar

Minha boca geme pra falar

Meu corpo treme para pegar

-

Meu amor não te ama mais.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Fechar os olhos e poder enxergar de novo.
Não existe, mais é maravilhoso!

terça-feira, 18 de maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

De tempo em tempo...

Em noites frias
meu corpo congela...Coágulo.
Vira dois, três, um infinito
Estupro,peco e ao mesmo tempo, nego.